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Curitiba, 31/10/2014
 

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Os Orixás


"Nosso Orixá é o elemento de ligação entre nós e Oxalá"

Conheça cada um dos orixás: Exú, Lógunnède, Nanã, Obá, Obaluayiê, Ogun, Òrúnmmìlà, Ossain, Oxalá, Oxóssi, Oxumaré, Oxun, Oyá, Tempo, Xangô e Yemanjá.

Há que se separar sempre, duas situações dos Orixás: o histórico (com todas suas lendas) e o divinizado, para que não se caia, em profunda confusão. Ao todo são 401 orixás que compõe o panteão africano.

Sendo objeto desta obra, os mais cultuados atualmente no Brasil, e de acordo com o título, uma religião a serviço do povo, os de maior interesse pela nossa própria necessidade, maior conhecimento e interação. Levando sempre em consideração que são nominados na linguagem yorubana.

Existe uma subdivisão, entre os orixás, que os diferencia e identifica, de uma forma mais individual, mesmo dentro do seu grupo, que é denominado "qualidade" do orixá, cabe uma explicação mais aprofundada; cada pessoa tem um orixá individual, único e exclusivo, não existem dois orixás iguais em toda terra, e todos possuímos, o que chamamos de "cuia' , formada por sete orixás, sendo um principal, chamado de "frente" - o dono do Orí - , o segundo "ajuntó", os demais: "proteção", "carrego", "alicerce" e "cumieira". A cada orixá, as qualidades variam de acordo com a nação que se pratica (kêto, gêge, angola, ijexá, fon...), essas qualidades exprimem situações desses orixás, que podem ser, títulos honoríficos (caso de Xangô), tipos de animais, lugares, situações, formas ... os sete orixás que formam a "cuia" de cada pessoa, com as suas mais diversas qualidades, formam entre si, uma combinação matemática, quase que infinita, o que propicia a cada indivíduo, um orixá único, sem outro igual.

A título de exemplo, pegamos uma pessoa que tenha como 1º santo Xangô Aganjú, e ajuntó Oyá Igbalè; para haver um outro com esses dois orixás nesta ordem e qualidades não é difícil, mas que toda a "cuia" coincida, já é muito difícil, mas que todos seus orixás do 1º ao 7º coincidam, a ainda com todas as qualidades exatamente iguais, é totalmente impossível, em algum dos orixás que compõem sua "cuia" haverá no mínimo uma diferença que seja da "qualidade". A determinação desta "qualidade" varia também de casa para casa, particularmente a defino, muito em função do "ajuntó" e sucessivamente; bem como sou adepto, que cada pessoa deva ter como 1º e 2º orixá um "pai" e uma "mãe" ou vice-versa, não como regra, mas como equilíbrio, como tudo na natureza, pelo que permeia as religiões, quer sejam a lógica e o bom senso, e ainda as respostas e formações que o jogo de búzios, pela sua forma de leitura por odú e com "sincas", mostra em sua grande maioria.


Incorporação e possessão

Assunto polêmico até mesmo entre os adeptos, o qual dá margem, a interpretações e atitudes, erradas, exageradas e equivocadas, dentro e fora da comunidade.

Duas situações de extrema seriedade, normatizam e definem na sua essência a "incorporação" pelo orixá do seu "filho", lista na categoria dos adoxús, aqueles que "sentem" o orixá:

1º - A Lei de Deus não permite, em momento ou instante algum, que o ser humano, não esteja sempre em condições de exercer seu livre arbítrio, ou seja, comandar a si mesmo.

2º - Este mesmo livre arbítrio está presente em todas as horas e situações no Candomblé, e, como dissemos, o orixá, é uma energia pura da natureza.

"Os Orixás foram criados por olorun (olo=senhor, criador ; orun = espaço celeste/ astral, o além, outro plano) para regerem cada um determinado setor da natureza e paralelamente um setor da natureza humana."

Portanto, o que sentem os adoxúns quando "incorporados", é uma forte vibração dessa energia, que no primeiro impacto, é muito forte e com o decorrer do tempo de "incorporação", vai enfraquecendo, para explicar melhor ao leigo, é como uma forma de "encanto", motivo pelo qual a atitude, de quando ainda a pessoa é iniciada, não abre os olhos ou fala, pois se o fizer, some o "encanto", com o passar dos anos, este orixá "incorporado" assume algumas atitudes independentes, pelo seu próprio amadurecimento e compreensão desta forma de energia . O que varia bastante de pessoa para pessoa, é a intensidade dessa energia, e, como se sente, quando está sob esse efeito. A única possibilidade, fora disso, para uma perda de consciência, é de que, na África, conforme consta em alguns livros, eram ministrados aos iniciados (mas somente nesta fase) um tipo de beberagem. Composta de plantas que teriam este poder, da pessoa ficar num estado de letargia ou sub-consciência.

Esta mesma premissa se aplica, às "incorporações" da Umbanda, aforante o 2º tópico, em que as entidades, são eguns, ou sejam pessoas que passaram pela vida, mas mesmo assim segue o 1º tópico.

"Terá Orixá forte quem deixar seu Orixá forte através da conduta e obrigação ritualística."